25 de maio de 2010

Brasil deve assumir agenda da competitividade

FotosAmpliar a renda per capita a cada 15 anos e oferecer melhores condições para que o Brasil cresça com uma economia sólida e competitiva. Esses são alguns dos desafios que o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, colocou para os pré-candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), que se reuniram nesta terça-feira, 25 de maio, em um debate na sede da CNI em Brasília. Segundo Monteiro Neto, a finalidade do encontro é promover o diálogo e conhecer a natureza e o alcance das propostas de políticas públicas, prioridades e estratégias dos presidenciáveis.

“Corrigir os principais obstáculos à competitividade é um dos desafios para o novo governo”, afirmou o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, na abertura do evento. Para isso, segundo ele, é preciso que as ações sejam acompanhadas por uma visão estratégica das oportunidades que se apresentam para o país.

No documento A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para Crescer mais e Melhor, a CNI elegeu cinco eixos estratégicos para ajudar o próximo Presidente da República a tornar o Brasil mais competitivo: a expansão do mercado doméstico, a internacionalização, a inovação, os projetos propulsores, como os de infraestrutura, os de habitação e o pré-sal, e a preparação do Brasil para uma economia de baixo carbono. “São fatores transformadores e importam desafios para empresas e governos. Mas todos convergem para a geração de uma estrutura industrial mais forte, diversificada, com capacidade de promover inovação e maior produtividade”, explicou Monteiro Neto.

Segundo a CNI, o Brasil deve assumir a agenda da competitividade com urgência e afastar os obstáculos que deterioram o ambiente institucional e limitam o potencial de crescimento da economia. “A elevada carga tributária, o custo do financiamento, a insuficiência dos marcos regulatórios, a valorização cambial, as deficiências de infraestrutura e logística resultam um ambiente pouco favorável aos negócios e colocam o Brasil em posição desvantajosa em relação aos concorrentes”, alertou Armando Monteiro Neto. Segundo ele, após a eleição, um dos pré-candidatos “se defrontará com dois grandes desafios: remover esses obstáculos e o construir novas competências”.

O presidente da CNI acrescentou que é preciso reforçar o investimento em educação e inovação tecnológica, que poderão garantir o futuro do país como nação industrial e moderna. “Sem o elevado nível de escolaridade, não disporemos de uma força de trabalho tecnicamente capacitada para atingir os níveis de produtividade indispensáveis à competitividade do produto brasileiro, geração de novos empregos e melhor remuneração de trabalhadores e investidores”, afirmou Monteiro Neto.

Diante dos pré-candidatos, o presidente da CNI reforçou a importância de uma aliança estratégica entre os setores público e privado para que o país avance. “Precisamos realizar um trabalho intenso no sentido de elevar a competitividade da indústria nacional”, sugeriu Armando Monteiro Neto, lembrando que a indústria produz grande impacto sobre a produtividade global da economia, gera inovação “e é fundamental para o desenvolvimento sustentável”.

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